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A perda da Fé - Artigo de D. Fernando | |
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Artigo de D. Fernando Rifan para o Jornal Folha de Manhã ”Sem fé é impossível agradar a Deus”, nos adverte São Paulo. Infelizmente, vivemos numa época de esfriamento na fé, ou, pior ainda, de perda da fé. Na última assembléia geral dos Bispos do Brasil, tratou-se do tema da iniciação cristã. Na verdade, muitas pessoas abandonam a Igreja, talvez porque nela realmente nunca entraram. É comum, entre aqueles que deixam a Igreja católica e abraçam outra religião, dizerem que “agora encontraram Jesus”. Certamente porque, quando católicos, não viviam a sua fé. Talvez se contentassem com práticas religiosas esporádicas. Mas, como disse o documento de Aparecida, não resiste aos embates do tempo atual uma fé reduzida a um mero elenco de fórmulas ou à adesão seletiva de algumas verdades ensinadas pela Igreja. Comentando esse tema, o Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Scherer, no jornal arquidiocesano “O São Paulo”, explica que se ouve sempre falar dos “sacramentos de iniciação cristã”, Batismo, Eucaristia e Confirmação; “na verdade, porém, um verdadeiro processo de iniciação à vida cristã geralmente não acontece, ou apenas acontece um pouco”. “Por isso temos tantos católicos apenas ‘nominais’, que nunca foram introduzidos nos ‘mistérios da fé’ e não conhecem sua fé, nem a proposta de vida eclesial, nem têm condições de apreciar a verdadeira beleza e o valor da vida cristã. Não é bem isso que faz falta em nossa Igreja?”, questiona. Segundo o arcebispo, a transmissão da fé já não acontece mais “automaticamente”, “como talvez acontecesse em outros tempos e em lugares do interior”. “A grande cidade oferece tantas opções e alternativas, sobretudo a de não se ligar a nenhuma Igreja ou prática religiosa”. Dom Odilo explica que na recente assembléia da CNBB, os bispos, ao tratarem desse tema, “falaram de um novo método de evangelização, mais adequado às nossas condições e necessidades atuais. É a necessária ‘conversão pastoral’ que precisamos fazer”. “A vida cristã é uma experiência vivida: então as pessoas precisam ser ajudadas a realizar essa experiência de maneira válida e eficaz. É também um caminho: pois então, é preciso empreender o caminho e andar por ele, descobrindo, pouco a pouco, para onde ele leva”, afirma o arcebispo. A vida cristã “é ainda um ‘discipulado’, uma experiência dinâmica e envolvente; e, como nos recomendou a Conferência de Aparecida, aprende-se a ser discípulo na medida em que se está com o Mestre”. A iniciação à vida cristã é “um processo gradual e progressivo de evangelização, de conhecimento de Jesus Cristo, de envolvimento com ele e com a comunidade eclesial, na qual se vai entrando passo a passo. Vale para quem já foi batizado, mas não evangelizado; e vale ainda mais para adultos que ainda não foram batizados e o desejam”. É necessário pois uma nova catequese dos adultos. Uma nova evangelização que gere católicos convictos da sua fé. “Esse método coloca diante dos olhos o mistério de Deus, que se manifesta no mistério de Cristo, caminho, verdade e vida, Aquele que tem ‘palavras de vida eterna’.” D. Fernando Rifan Bispo da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney |
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© Copyright 2010 Pe. Claudiomar & Paróquia Nossa Senhora de Fátima
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